Palacete

A última coisa que me lembro naquele noite, foi que ...
Adormeci, entorpecida pelo vinho com gosto de cigarro na boca
embala por um som que arranha a vitrola
e quando acordo não reconheço mais o ar mórbido estou em meio a uma festa,
num palacete gótico
com olhos de anjos mortos a me espiar
percebo que não consigo andaras pernas presas em uma cadeira de roda
quando isso aconteceu, meu mente não recorda
só sei que não consigo andara força da mente não ajuda em nada
observo o culto e sua brincadeira macabra
estão todos numa festa que não é minhaa orgia entre anjos e mortos até parece bonita
entre vinhos, cigarros e melodia viajo para o nada
sou seguida por um anjo negro, até um dos aposentosele ordena que me levante
e para meu espanto, estou a andar
neste quarto que também não é meu
ao redor da cama rosas e um camafeue os anjos continuam e me observar
ele me sussurra algo ao ouvido,
uma prece de amor que mais parece um grito,
me faz sentir teu calore com cheiro de âmbar, embriagada vou
enquanto me possui, no teto enxergo inscrições e relatos
vários rostos,
e entre eles a bruxa dos meus sonhos dizem para ficar calada,
que a noite começa agora
dentro de seu sobre tudo encontro adagas
ele me sussura que será uma longa jornada
uma dor profunda me atormenta, sangue quente jorra
paro pra pensar e já não há mais medo
foi só um pequeno corte, pra mais um segredo
a chave que abre a passagem para o sombrio norte
sinto um beijo em minha boca arder abre meus olhos,
o anjo insaciável a me querer....
na escrivaninha ao lado, uma vela que só me deixa ver o castanho de seus olhos alados
minhas unhas em sua
na mesa a minha frente um copo de tequilapena, papiro e a inspiração que não virá
mais uma agônia, uma súplica sem vida
espero ele adormecer e percorro todos do palacete
encontro prazer por todos os ladose tudo me parece inexplicável, até mesmo o cheiro de amor
escuto o sussurrar do anjo,
me chamando para saciar a fome fecho os olhos e já me encontro ao seu lado na camaele murmura que já posso viver o resto de minha vida
aos prantos adormeço em seus braços
embriagada de um receio de um calor que não é meu.
Quando desperto percebo que me encontro em uma cama de hospital,
todos que conheço a minha volta estou quase morta
não tenho tempo par despedidas
recito uma poesia caótica de sussurros, murmurios suprimidos
não consigo mais escreverno gravador, só palavras sem nexo
aquele noite, é a unica coisa que minha mente não me deixa esquecer...

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